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Para Anatel, o PLC 79 pretende esclarecer incidência do Fust na radiodifusão
Quarta, 15 de Mai de 2019

Para Anatel, o PLC 79 pretende esclarecer incidência do Fust na radiodifusão

Agência diz que texto proposto visa a unificação de interpretações divergentes, sem alterar a dinâmica atual de arrecadação do fundo

O texto do PLC 79/2016, que permite a migração das concessões da telefonia fixa para o regime de autorização e atualiza o marco das telecomunicações tenta resolver um impasse que já dura mais de 18 anos e que envolve uma disputa de bilhões de reais entre Anatel e radiodifusores. O projeto deixa claro que o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) deve incidir somente sobre receitas provenientes da exploração dos serviços de telecomunicações, excluindo-se eventuais interpretações de sua incidência também sobre as receitas do setor de radiodifusão (rádio e televisão).

A questão é polêmica e, na opinião da Anatel, não vai prosperar, mesmo que o projeto seja aprovado como está. Isto porque, desde que a regulamentação da arrecadação do Fust, promovida pela agência em 2000, previa que, para efeitos de cobrança da contribuição, os serviços de radiodifusão sonora de sons e imagens seriam considerados serviços de telecomunicações.

O radiodifusores alegaram que prestavam serviço gratuito, mas o entendimento da agência é de que a receita oriunda da publicidade, propaganda e merchandising deveria ser taxada. As entidades da radiodifusão apelaram para a Justiça, mas perderam em todas as instâncias. Todas as decisões confirmaram que a radiodifusão é um serviço de telecomunicações para efeito de cobrança do Fust.

O mesmo entendimento teve a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, e um departamento da Consultoria-Geral da União, além da Procuradoria Especializada da Anatel, ligada à Advocacia-Geral da União. A única voz dissonante é da consultoria jurídica do então Ministério das Comunicações.

Na avaliação da Anatel, a alteração visa o esclarecimento de interpretações divergentes suscitadas ao longo do tempo, não tendo o condão de alterar a dinâmica atual de arrecadação do fundo, não cabendo se falar em “injustificada renúncia de receita”. Com esse entendimento, a agência não vê motivos para se acatar a emenda apresentada na CCT do Senado, que visa excluir a alteração na lei do Fust.

Fonte: Tele.Síntese
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