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MCom autoriza empresas a captarem R$ 5,3 bi para expandir 5G com títulos que apoiam infraestrutura
Quarta, 03 de Abril de 2024

MCom autoriza empresas a captarem R$ 5,3 bi para expandir 5G com títulos que apoiam infraestrutura

Companhias poderão emitir debêntures incentivadas, que contam com benefícios em relação à cobrança de imposto de renda

O Ministério das Comunicações (MCom) publicou portarias no Diário Oficial da União desta quarta-feira (27) autorizando a Fibrasil, V.tal e Unifique a captarem R$ 5,3 bilhões no mercado com títulos que estimulam o investimento em infraestrutura para a expansão do sinal do 5G e da rede de fibra ótica para operadoras e provedores de internet em todo o Brasil. Com isso, as empresas de telecomunicações poderão emitir debêntures incentivadas de infraestrutura, que contam com benefícios em relação à cobrança de imposto de renda. O setor de rádio tem total interesse na nova tecnologia e, por vários motivos, acompanha a sua implantação.

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, falou sobre a iniciativa da pasta. “Não vamos ter inclusão social no Brasil se não tivermos inclusão digital. O investimento na área traz alternativas para a população, faz crescer esse mercado promissor e deixa o nosso país mais conectado”, disse o ministro das Comunicações, Juscelino Filho.

Segundo as informações do MCom, o investimento será destinado para todas as 27 unidades federativas brasileiras, com rede de transporte, rede de acesso, centro de dados (Data Center), rede 5G ou superior, infraestrutura para rede de telecomunicações e infraestrutura para virtualização de rede de telecomunicações. As debêntures incentivadas de infraestrutura são uma forma de estimular o investimento no setor. 

Elas permitem que concessionárias, permissionárias ou autorizatárias emitam títulos para custear gastos em infraestrutura. Para o investidor que adquire esses títulos, há redução do imposto de renda incidente sobre os rendimentos auferidos: no caso de pessoas físicas, o imposto é reduzido a zero; já as pessoas jurídicas terão o imposto incidente reduzido para 15%.

5G interessa para o rádio e para todos os setores econômicos do país

O 5G é fundamental para a chamada "economia 4.0", revolução tecnológica que poderá acelerar novos hábitos de consumo de mídia em todo o planeta. O rádio, que já experimenta um avanço de seu alcance digital através de várias iniciativas on-line, impulsionadas pela maior oferta de conexão por parte de ouvintes e também de dispositivos disponíveis (como smartphones e smart speakers), é um grande interessado nesse processo.

Para se ter uma ideia do crescimento da audição digital de rádio, segundo o último Inside Radio 2022, da Kantar IBOPE Media, o consumo de estações on-line já atinge 7,4 milhões de pessoas em 13 regiões brasileiras, com um acréscimo de 85% neste volume de consumo entre 2019 e 2022

Com alta velocidade, boa cobertura e baixa latência do 5G, usuários já cogitam até abandonar planos de banda larga e ficar apenas com a rede móvel. Mas como isso afeta o rádio? Esse cenário abre uma janela de oportunidades para o crescimento digital das emissoras, mas também traz desafios

Como empresas, o rádio também pode experimentar benefícios operacionais através do avanço da conectividade e novas formas de ganhos, como o crescimento do mercado programático através do áudio digital e o fortalecimento de iniciativas como o rádio híbrido, que combina os pontos fortes da operação via dial (FM/AM) com streaming (e outros dados oferecidos pelas estações). 

Até onde é possível enxergar, considerando o que temos hoje disponível ao grande público em larga escala, existe uma real possibilidade de crescimento rápido da demanda por conteúdo digital através do 5G, especialmente áudio via streaming. E isso é positivo para as emissoras, que já disponibilizam esse tipo de conteúdo, tendo como desafio tornar esse acesso de forma simples e rápida para o usuário, similar à lógica do rádio FM. Por ser um fluxo mais leve atualmente, a tendência de crescimento do streaming das emissoras com um 5G mais presente e estável é real, considerando a ampla oferta de smartphones de diferentes preços e marcas disponíveis no Brasil. A combinação de FM disponível nos aparelhos e conexão de dados pode representar um futuro próximo muito promissor para o conteúdo de rádio.

Com o avanço do já citado mercado programático, há a expectativa de uma maior participação do rádio no investimento em publicidade digital, conforme a escala de consumo de plataformas on-line das emissoras seja ampliada.

Com informações do Ministério das Comunicações

Fonte: Tudo Rádio
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