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Consulta pública do FM estendido é encerrada com mais de 300 contribuições. Processo gera expectativa entre as rádios
Quinta, 05 de Setembro de 2019

Consulta pública do FM estendido é encerrada com mais de 300 contribuições. Processo gera expectativa entre as rádios

Processo é uma demanda importante das emissoras de rádio AMs nos grandes centros. FMe é considerado necessário para o andamento da migração

Na última sexta-feira (30) foi encerrada a Consulta Pública 24/2019, esta que é relacionada ao uso do chamado FM estendido, que atenderá a migração das rádios AMs nas regiões de maior ocupação da faixa FM, como São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras. Foram 346 contribuições realizadas por radiodifusores e profissionais da área, estas que serão analisadas pela Anatel entre os meses de setembro e outubro. O processo, que é esperado há anos pelos radiodifusores da faixa AM, teve evolução neste ano de 2019, com o mercado conhecendo a faixa de FMe que será utilizada.

A Consulta Pública 24/2019 prevê a elaboração de nova regulamentação técnica do setor, redefine regras de competência da Anatel e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e atualiza procedimentos técnicos e administrativos dos processos. Após a análise das contribuições, serão realizadas reuniões para avaliação e elaboração dessa nova norma técnica.

"As expectativas do setor são otimistas, já que a abertura da Anatel em discutir o assunto com o setor foi surpreendente. Foram duas audiências publicas, uma em Brasilia e outra em São Paulo, fora as contribuições online", afirma José Mauro Ávila, diretor técnico no Mega Sistema de Comunicação (Ribeirão Preto).

O engenheiro lembra também do prazo da consulta, que foi estendido à pedido do setor. "A consulta a principio tinha prazo de 60 dias, depois a pedidos do setor estendeu-se até dia 30 de agosto. A Abert e a Set reuniram vários engenheiros para a discussão e depois de um consenso as sugestões foram apresentadas", completa Ávila.

Em junho, foi conhecido pelo mercado de rádio, a organização do espectro estendido, esse originado dos canais 5 e 6 de TV analógica. As emissoras ocuparão a faixa entre 76.1 FM e 87.3 FM. Na sequência, as sintonias 87.5 FM à 87.9 FM deverão acomodar as rádios comunitárias (Radcom). Já o espectro convencional seguirá a partir de 88.1 FM.

Longa espera pelo FMe

O processo de migração AM-FM em faixa estendida é aguardado desde 2013 pelas emissoras AMs solicitantes. Essa área do espectro deverá ser utilizada por estações que operam em mercados como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, entre outras praças. Em outras regiões, onde era previsto o uso do FM estendido, após uma série de acordos e uso do segundo adjacente, foi possível acomodar as migrantes na faixa convencional. Enquanto aguardam a canalização, o mercado viu a evolução da disponibilidade de receptores com o FM estendido disponível, este que foi inicialmente impulsionado por celulares com FM e rádios em automóveis. Em setembro de 2017, foi aprovada uma portaria que obriga a produção de receptores com FM estendido no Brasil.

Um dos problemas relacionados à espera pela canalização do FM estendido é a diminuição da audiência no espectro AM, devido a presença de interferências no sinal, a menor oferta de receptores AMs, alto custo operacional e a menor atenção do mercado publicitário com a faixa (isso antes mesmo da oscilação nos índices de audiência).

A migração AM-FM em faixa convencional (88.1 FM até 107.9 FM) está em curso desde 2016, tendo a Rádio Progresso FM 97.9 de Juazeiro do Norte (CE) como primeira estação AM presente na faixa FM. De lá pra cá, 627 emissoras migrantes AM-FM já foram mapeadas pelo Dials FM/AM do tudoradio.com, tendo as suas áreas de cobertura conhecidas pelo mercado.

Fonte: Tudo Rádio
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