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03/08/17
MIGRAÇÃO PARA TV DIGITAL DO BRASIL VIRA MODELO PARA OUTROS PAÍSES
Costa Rica, Chile, Equador e Botsuana buscam experiências na entrega de conversor e uso das faixas para o 4G

 

Por Helton Simões Gomes, G1 
03/08/2017 07h18 
Países latinos e da África recorreram ao Brasil para entender como o país tem conduzido o desligamento do sinal analógico de TV e a adoção da TV digital. A migração, que já ocorreu em quatro capitais e chegará a Salvador e Fortaleza em setembro, é usada como modelo por esses países que se preparam para conduzir processos similares em seus territórios. 
Vindas de Costa Rica, Chile, Equador e Botsuana, delegações formadas por funcionários públicos e executivos de emissoras de TV visitaram Brasília em busca de informações.
“Os governos estrangeiros têm mostrado interesse nas políticas governamentais de atendimento à população, em especial, a distribuição de conversores aos cadastrados em programas sociais”, diz William Ivo Zambelli, coordenador-geral de Televisão Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
Todos os inscritos no Cadastro Único, que reúne os registrados em programas como Bolsa Família, têm direito a receber conversores gratuitamente. 
Segundo Zambelli, estrangeiros perguntam sobre “modelo de negócios, logística de distribuição e especificação técnica dos conversores”, dada a dimensão territorial e diversidade econômica e social. 
2,9 milhões de aparelhos distribuídos
Grandes também são os números registrados. A empresa responsável pela migração, a Seja Digital, já distribuiu 2,9 milhões desses aparelhos em mais de 90 cidades. 
Até o fim do ano, mais 4,3 milhões serão entregues em mais de 260 municípios que terão o sinal analógico desligado como: 
Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte (CE)
Salvador
Rio de Janeiro
Vitória
Belo Horizonte
Campinas, Franca, Ribeiro Preto, Santos e São José dos Campos (SP)
O Brasil atrai a atenção desses países porque é a maior dentre os 18 que adotaram o padrão sistema nipo-brasileiro de TV digital. As transmissões com sinal digital no Brasil começaram em 2007 e o desligamento ocorreu em quatro capitais (Brasília, São Paulo, Goiânia e Recife). 
“Outros países menos avançados na transição, e com parque instalado menos complexo, encontram grandes dificuldades em aspectos chaves do processo, como dúvidas quanto às decisões iniciais que precisam ser tomadas para dar partida na transição e que são adquiridas por meio da experiência brasileira”, afirma Zambelli.
Costa Rica
A Costa Rica iniciou suas transmissões digitais de TV em 2010 e planeja desligar em dezembro deste ano o sinal analógico da região do Vale Central, que abriga a capital San José e é a mais densamente povoada do país. 
O brasileiro Antonio Alexandre Garcia, presidente da TV Plus e diretor da câmara de radiodifusão, faz parte da comissão de implantação da TV digital no país. Ele conta que o Brasil foi modelo para algumas ações. 
“A gente está fazendo campanhas”, afirma Garcia. A iniciativa é para que os telespectadores aprendam a instalar o sistema. "É muito difícil aqui na Costa Rica que instaladores visitem a casa de tanta gente em tão pouco tempo.” 
Antena espinha de peixe
Como ocorre no Brasil, a Costa Rica distribuirá conversores. Mas para 15 mil famílias. Outra prática importada é o modelo de antena. Em vez de receptores internos, optou-se pelo modelo espinha da peixe, que fica na área externa. A comissão costa-riquenha decide neste mês se desliga o sinal analógico. 
A busca por informações ocorre desde 2016. A última comissão internacional a visitar o Brasil foi a de Botsuana, único país africano a aderir o padrão nipo-brasileiro. A reunião ocorreu em junho e contou com a presença de Eric Morales, ministro de Assuntos Presidenciais, Governança e Administração Pública. 
TV digital e 4G
Com o sinal digital, imagem e som têm maior qualidade. Diferentemente do analógico, não sofre interferências, o que faz as imagens chegarem ao televisor sem chuviscos e "fantasmas". 
Após o desligamento, as frequências usadas hoje para transmitir o sinal analógico serão usadas para a banda larga 4G. 
“O processo de remanejamento de canais da faixa de 700 Megahertz recebe grande atenção por parte dos países, uma vez que o modelo brasileiro de desligamento concomitante com a desocupação da faixa de 700MHz pela televisão é único no mundo”, diz Zambelli.
No fim de julho, a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) informou que já é possível levar banda larga móvel pela faixa de 700 MHz a 2.023 cidades brasileiras.

Por Helton Simões Gomes, G1 

03/08/2017 07h18 

 

Países latinos e da África recorreram ao Brasil para entender como o país tem conduzido o desligamento do sinal analógico de TV e a adoção da TV digital. A migração, que já ocorreu em quatro capitais e chegará a Salvador e Fortaleza em setembro, é usada como modelo por esses países que se preparam para conduzir processos similares em seus territórios. 

Vindas de Costa Rica, Chile, Equador e Botsuana, delegações formadas por funcionários públicos e executivos de emissoras de TV visitaram Brasília em busca de informações.

“Os governos estrangeiros têm mostrado interesse nas políticas governamentais de atendimento à população, em especial, a distribuição de conversores aos cadastrados em programas sociais”, diz William Ivo Zambelli, coordenador-geral de Televisão Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Todos os inscritos no Cadastro Único, que reúne os registrados em programas como Bolsa Família, têm direito a receber conversores gratuitamente. 

Segundo Zambelli, estrangeiros perguntam sobre “modelo de negócios, logística de distribuição e especificação técnica dos conversores”, dada a dimensão territorial e diversidade econômica e social. 

2,9 milhões de aparelhos distribuídos

Grandes também são os números registrados. A empresa responsável pela migração, a Seja Digital, já distribuiu 2,9 milhões desses aparelhos em mais de 90 cidades. 

Até o fim do ano, mais 4,3 milhões serão entregues em mais de 260 municípios que terão o sinal analógico desligado como: 

Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte (CE)

Salvador

Rio de Janeiro

Vitória

Belo Horizonte

Campinas, Franca, Ribeiro Preto, Santos e São José dos Campos (SP)

O Brasil atrai a atenção desses países porque é a maior dentre os 18 que adotaram o padrão sistema nipo-brasileiro de TV digital. As transmissões com sinal digital no Brasil começaram em 2007 e o desligamento ocorreu em quatro capitais (Brasília, São Paulo, Goiânia e Recife). 

“Outros países menos avançados na transição, e com parque instalado menos complexo, encontram grandes dificuldades em aspectos chaves do processo, como dúvidas quanto às decisões iniciais que precisam ser tomadas para dar partida na transição e que são adquiridas por meio da experiência brasileira”, afirma Zambelli.

Costa Rica

A Costa Rica iniciou suas transmissões digitais de TV em 2010 e planeja desligar em dezembro deste ano o sinal analógico da região do Vale Central, que abriga a capital San José e é a mais densamente povoada do país. 

O brasileiro Antonio Alexandre Garcia, presidente da TV Plus e diretor da câmara de radiodifusão, faz parte da comissão de implantação da TV digital no país. Ele conta que o Brasil foi modelo para algumas ações. 

“A gente está fazendo campanhas”, afirma Garcia. A iniciativa é para que os telespectadores aprendam a instalar o sistema. "É muito difícil aqui na Costa Rica que instaladores visitem a casa de tanta gente em tão pouco tempo.” 

Antena espinha de peixe

Como ocorre no Brasil, a Costa Rica distribuirá conversores. Mas para 15 mil famílias. Outra prática importada é o modelo de antena. Em vez de receptores internos, optou-se pelo modelo espinha da peixe, que fica na área externa. A comissão costa-riquenha decide neste mês se desliga o sinal analógico. 

A busca por informações ocorre desde 2016. A última comissão internacional a visitar o Brasil foi a de Botsuana, único país africano a aderir o padrão nipo-brasileiro. A reunião ocorreu em junho e contou com a presença de Eric Morales, ministro de Assuntos Presidenciais, Governança e Administração Pública. 

TV digital e 4G

Com o sinal digital, imagem e som têm maior qualidade. Diferentemente do analógico, não sofre interferências, o que faz as imagens chegarem ao televisor sem chuviscos e "fantasmas". 

Após o desligamento, as frequências usadas hoje para transmitir o sinal analógico serão usadas para a banda larga 4G. 

“O processo de remanejamento de canais da faixa de 700 Megahertz recebe grande atenção por parte dos países, uma vez que o modelo brasileiro de desligamento concomitante com a desocupação da faixa de 700MHz pela televisão é único no mundo”, diz Zambelli.

No fim de julho, a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) informou que já é possível levar banda larga móvel pela faixa de 700 MHz a 2.023 cidades brasileiras.

tv

 



Fonte: G1
 
   
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